Materiais manipulativos na educação matemática: Estados Unidos e Espanha
DOI:
https://doi.org/10.5294/edu.2025.28.3.4Palavras-chave:
Educação, pedagogia, matemática, análise intercultural, aprendizagemResumo
Este estudo busca reduzir a lacuna de conhecimento nos estudos comparativos sobre educação matemática em relação à aplicação prática de conhecimentos matemáticos em contextos internacionais. O objetivo é analisar a aplicação da aprendizagem com materiais manipulativos nos Estados Unidos e na Espanha, especialmente na Califórnia e na Catalunha. Um estudo de caso comparativo sobre a aplicação de manipulativos virtuais para o ensino e aprendizagem da matemática foi realizado com 80 professores dos Estados Unidos e da Espanha, em 40 instituições de ensino fundamental e médio. Professores dos Estados Unidos demonstraram fazer uso mais frequente e mais criterioso de manipulativos, apoiados por um forte alinhamento curricular, programas de desenvolvimento profissional e acompanhamento pedagógico. Embora as atitudes em relação aos materiais manipulativos permaneçam positivas na Espanha, os professores se sentem limitados em sua prática por desafios sistêmicos, como tamanho das turmas, formação profissional inadequada e falta de orientação curricular. O estudo destaca que manipulativos físicos são usados com mais frequência em ambos os países, enquanto manipulativos virtuais têm sido progressivamente integrados ao ensino médio nos Estados Unidos. Conclui-se que o impacto e a frequência do uso de manipulativos parecem ser influenciados não pelos professores, mas sim por um contexto mais amplo, o que destaca a importância de iniciativas de reforma escolar que abordem o sistema e as tradições culturais específicos para promover maior aprendizagem docente e a especificidade curricular na integração bem-sucedida de recursos de aprendizagem prática.
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